Reportagem afirma que a CPMI enviou informações que citam suposta sociedade entre Fábio Luís Lula da Silva com o principal ator do esquema de fraudes
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS investiga indícios, levantados pela Polícia Federal, de que Fábio Luís Lula da Silva, 50 anos, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria mantido relação próxima — e até sociedade empresarial — com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, preso desde 12 de setembro de 2025.
Em um depoimento à Polícia Federal (PF) que chegou a integrantes da CPMI do INSS, uma testemunha afirmou que Fábio Luís, conhecido como Lulinha, teria recebido valores de Careca do INSS, incluindo cerca de 25 milhões (moeda não especificada) e uma “mesada” mensal de aproximadamente R$ 300 mil, sem detalhamento do período. O relato também cita viagens feitas pelos dois a Portugal.
A testemunha em questão é Edson Claro — ex-funcionário do Careca do INSS, que afirma estar sendo ameaçado pelo antigo chefe. Ele é um dos investigados pela PF e prestou depoimento em 29 de outubro de 2025. Claro não foi convocado para depor na CPMI do Congresso, após mobilização de congressistas governistas.
No entanto, a CPMI do INSS rejeita convocar Lulinha e o ministro Jorge Messias. Com isso, o governo impõe derrota à oposição no colegiado, assim como fez ao “blindar” o irmão do presidente, Frei Chico, que também não depôs na CPMI, apesar de seu sindicato estar entre os maiores beneficiados pelo esquema.