Ex-procurador-geral de Justiça passa a ser cortejado por partidos e lideranças políticas para 2026
Apuração da jornalista Edilene Lopes, da Rádio Itatiaia, em Brasília, aponta que diferentes partidos políticos articulam para ter Jarbas Soares Júnior como candidato ao governo de Minas Gerais em 2026 ou, alternativamente, compondo chapa majoritária como vice. O movimento ocorre no contexto de busca por nomes fora da política partidária tradicional com forte capital institucional e alta aceitação pública.
Entre os possíveis pré-candidatos independentes, Jarbas é citado como o que reúne maior simpatia e sinalizações de apoio entre legendas e lideranças. Natural de Montes Claros, o jurista construiu carreira no Ministério Público de Minas Gerais, onde ingressou em 1990 e exerceu funções em comarcas do Norte de Minas e da Região Central antes de se tornar procurador de Justiça em 2001.
À frente do MPMG, ocupou a chefia em quatro mandatos (2005–2006, 2007–2008 e 2020–2022), sendo reconduzido em 2022. Também integrou o Conselho Nacional do Ministério Público e preside o Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais. Seu trabalho rendeu homenagens em diferentes regiões do estado e avaliações positivas de autoridades. Na Assembleia Legislativa, o presidente Tadeu Leite afirmou que, sob sua gestão, o MP atuou como “guardião da ordem social” com foco em soluções e causas sociais. O vice-governador Mateus Simões o classificou como “construtor de soluções”.

Em entrevistas recentes, Jarbas tem adotado postura cautelosa. Afirma não ser candidato no momento, mas confirma convites recorrentes para filiação partidária e eventual disputa eleitoral. “Tenho ouvido e refletido”, afirmou, ao destacar vínculos de amizade com lideranças políticas que articulam o processo sucessório. Entre elas está o senador Cleitinho Azevedo, com quem mantém diálogo frequente e que, segundo fontes ouvidas pela reportagem, poderia convidá-lo a compor, como vice, uma eventual chapa majoritária ao governo de Minas Gerais. Jarbas afirma estar “pronto para qualquer desafio”, sem descartar a permanência na instituição ou a avaliação de uma possível entrada na política, sempre “com mineiridade e sem arroubos”.