FGTS – Saque-aniversário

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Novas regras saque-aniversário: como era e como ficou

Pesquisa da meu tudo mostra que 86% dos trabalhadores recorrem ao FGTS como fonte de crédito; novas regras devem impactar o acesso à modalidade

As novas regras do saque-aniversário, aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS (CCFGTS), começaram a valer neste sábado, 1º de novembro. Cada antecipação ficará limitada entre R$ 100 e R$ 500. No primeiro ano de transição, será possível antecipar até cinco parcelas, totalizando R$ 2.500; a partir de 2026, o limite cai para três. A medida também restringe a uma operação por ano e exige que o trabalhador espere 90 dias após aderir ao saque-aniversário para solicitar a antecipação do saldo.

Regras Antes A partir de 1º de novembro
Valor da antecipação Sem limite fixo nacional Entre R$ 100 e R$ 500
Número de antecipações Definido por cada instituição (Ex: até 10 vezes na Caixa) Até 5 no ano de transição; depois, até 3
Total máximo por ano Dependia das condições do banco R$ 2.500 no ano de transição
Operações simultâneas Permitida várias vezes Uma por ano
Prazo após adesão Imediato 90 dias para a primeira operação

Para Márcio Feitoza, CEO da meutudo, fintech especializada em crédito consignado, as novas regras devem alterar de forma relevante o acesso ao crédito de milhões de trabalhadores.

“O saque-aniversário se tornou uma das linhas de crédito mais acessíveis para quem tem carteira assinada, com taxas a partir de 1,29% ao mês — enquanto a média do crédito do trabalhador é superior a 3% — e sem comprometer a renda mensal”, afirma Feitoza.

Uma pesquisa divulgada pela meutudo em 2024 mostra que 86% dos usuários veem o FGTS como uma fonte importante de crédito, e 43% já recorreram à antecipação do saque-aniversário. Entre eles, 47% utilizam o recurso para pagar contas básicas, como aluguel, água e luz, e 29,9% para compras de mercado.

“Ao limitar as antecipações, a opcionalidade do acesso ao crédito diminui para os trabalhadores. Como o perfil de quem utiliza o saque-aniversário é diferente de quem usa outras linhas de crédito, parte dessa população pode recorrer a alternativas mais caras, o que pode impactar o orçamento familiar e aumentar o endividamento”, diz o executivo.

 

 

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